sábado, 3 de julho de 2010

Monstro Desejo

Ela queria dominar todos os homens, ingenua ambição.
Durante dias, semanas, lhe vi sorrir, um sorriso leve que cada vez que se apresentava conquistava um coração.
Sua personalidade era forte e revoltada, as vezes forte demais, talvez a liberdade que ela conquistou lhe rendeu essa alma revoltada. Era incrivel sua frieza, qualquer um que conversa-se 5 minutos com ela, notaria. Sua auto-estima era alta, a ponto dela menosprezar os outros sem nem perceber.
Talvez fosse por isso que poucas garotas gostassem dela, um pouco de inveja com má vontade da parte delas, eu diria. Mas ela também não tentava, acho que ela gostava de ter seus pensamentos insólitos somente para si.
Poucas vezes lhe vi em ação, era impressionante como ela se empenhava em algo ( mais precisamente em alguém ) quando queria. Sua atenção se voltava totalmente para o "sortudo", ela usava todas as armas que possuia em seu arsenal e seria capaz de usar até as que não tinha, até que o pobre coração fosse tomado por ela e no final acaba-se sempre do mesmo jeito, seus amigos rindo do tolo apaixonado.
Uma vez lhe perguntaram quem ela procurava, e ela respondeu que não sabia, sentia como se este ainda não existi-se, talvez seja verdade, talvez ela realmente ainda não encontrou o que procura, muitas vezes me perguntou qual era seu problema e eu insensivelmente dizia "Tu ainda é nova, espera porra! ", mas as vezes realmente tenho a dúvida de que ela um dia encontrara uma solução para sua fonte de libido.

Matheus.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Brasil Desclassificado

Alegria para alguns ( não é Fabricio? ), hoje o Brasil foi desclassificado da Copa do Mundo, evento que para muitos se trata do evento mais importante do mundo, ou talvez só para nós brasileiros ( em maioria ) que temos como o futebol uma valvula de escape para os problemas do dia-a-dia.
De quem foi a culpa? Como escreveu a Ana Clara à tempos, a culpa é muito relativa, talvez a história seria outra, se não crucificassem o Dunga, se o Ronaldinho estive se esforçado a mais tempo para estar lá, se os jogadores ainda tivessem amor pela camisa que vestem ( 2006 ), há varios de "Se's" nesta história.
Mas o que está em jogo não é o futebol, é mais que isso, é o sentimento que cada patriota leva consigo, aquela alegria de bater no peito e saber que você tem do que se orgulhar, mas hoje é diferente.
Até mesmo quem não gosta de futebol percebe este sentimento, percebe que o clima está diferente.
Antes de escrever este texto me deparei com um "conhecido" que não guarda boas lembranças de mim, bastou uma troca de olhares para nós entedermos que "hoje não" era dia para resolver intrigas, ninguém que ama esta mistura de culturas que é o Brasil tem coragem de sorrir ou se estressar, porque hoje o Brasil chora.

do livro "Desilusões do Futebol" Menezes, Matheus.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Eu queria transformar o mundo.


Ao meu jeito, mas estava realmente cansado daquilo, eu era obrigado a gastar meu tempo com eles, ter de ouvir eles blefando sobre suas épicas histórias ( pura besteira ), gastava meu tempo tentando entende-los, ao tentar adapta-los a mim ouvi gritos de "arrogante" e elogios semelhantes.
Sinceramente, eu gostava deles, mas não entendia. Quanto mais me sentia proximo deles mais minha raiva pela hipocrisia aumentava. Um dia me falaram que que era preciso tal hipocrisia para que não acabassemos maguando uns aos outros, mas para mim aquilo não significava nada, eu queria lutar pela verdade, por pessoas livres e felizes, não por um mundo que ocultava a verdade e sentia-se bem assim.
Os mais sábios elogiavam meus ideais mas me diziam que me faltava modestia, eu não lhes dava atenção, desisti deles como dos outros, "velhos hipocritas" pensava eu.
Acabei como um homem só, por preferir a liberdade e a genialidade da solidão e negar as alegrias de uma vida de falsa modestia e de amigos iludidos.
Seria eu um homem desacreditado ou um gênio depressivo?
Matheus

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"Em off, eu gosto de beijar antes de trepar tá bem"?!?!


Quantas pessoas estão cansadas daqueles filmes banais que mostram sempre a mesma coisa. Tipo aqueles corriqueiros filmes em que o principal se apaixona pela bela garota namorada do seu arqui-rival. Eles se apaixonam, mas ela já tem namorado e então o principal acaba ficando com outra garota e ela vê tudo, assim acabando que ele tem que se desculpar com ela e reconquistar sua confiança blá blá blá. A mesma história em quase todos os filmes, não que eles não tenham o seu valor, eu até gosto de alguns, mas se poderia inovar um pouco, ter mais criatividade, sei lá, mostrar algo aos telespectadores que nunca foi visto. Eu estou só sitando o tema "romance" mas na maioria dos filmes eles se repetem.
Esse final de semana eu fui vislumbrado com dois grandes filmes ( que conseguiam fugir um pouco dessa onda de filmes clones ): O Grande Truque e Diamante de Sangue. O primeiro eu considero melhor que o segundo, mas o Diamante de Sangue é muito bom também ( apesar de alguns sem cultura retardados discordarem rsrs ). O filme se passa na África, onde conta a história de um traficante de diamantes que tem que ajudar um escravo ( que trabalha procurando os diamantes ), a encontrar sua família em troca do maior diamante que o traficante já tinha visto. Em meio a isso, tem o romance que me chamou a atenção, entre o traficante e uma jornalista. A jornalista queria a história sobre os diamantes de sangue, mas obviamente ele não poderia dar, haviam muitos nome envolvidos além do dele. Apesar deles terem uma certa atração, era um romance que não podia dar certo, e não chegou a dar. O titulo do texto é uma parte da conversa dos dois. Enquanto a jornalista está fazendo uma ''entrevista'', tentando tirar algo dele, ele solta está pérola: ''Em off, eu gosto de beijar antes de trepar tá bem"?!?! Bom, tá ai a dica. Assistam, e quem for assisti, me convida : )

Fabricio Iori

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Carta



É estranho lembrar que tudo começou com um despretensioso olhar. Os olhos mais lindos que eu já tinha visto. Eu sei que você sabe disso... que adoro seus olhos, seu sorriso ... nossa, você é linda.
Era impossível nós ficarmos um dia sequer sem nos vermos. Se lembra de quando saiamos sem destino algum, sentávamos no primeiro canto que víssemos, quase sempre em uma praça e passávamos o dia e, em alguns casos, a noite inteira só nos olhando. Era incrível. Nós conseguíamos ficar horas sem falar nada, só observando um ao outro. Foram alguns dos dias mais felizes da minha vida.
Só que o tempo passa. As coisas foram mudando. Eu consegui um emprego. Estava começando a me ocupar e a ''crescer'' . Mas você por outro lado, continuava igual, não mostrava o crescimento natural de todo mundo. Queria sempre as mesmas coisas. Parecia que tinha parado na vida. Então, começamos a nos ver menos. A gente ficou distante um do outro. Eu conheci novas pessoas. Vi que o mundo não era só aquilo que conhecia, que eu sempre tive. Agora eu sei que é muito mais e que eu preciso seguir ele sozinho. E é com muita dor, que eu estou te dizendo: Não te amo mais, me desculpe. Boa sorte...

Fabricio Iori

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Todo fim é triste.


Aos meus 55anos, eu estava no velório de um grande amigo. Estava tentando entender o ''por que'' da morte do meu amigo ( é só um palpite, mas será que a batida de seu carro à 120 km/h num poste tem alguma coisa a ver com isso ?!?! ). Meu amigo ainda era jovem, mais do que eu pelo menos.
Com 35 anos, ele se foi cedo. Perdeu tanta coisa, ainda tinha tanto o que viver. Quem sabe se ele não tivesse feito tanta idiotice, sido mais ponderado, se não tivesse sempre extravasando, fazendo merda o dia todo, se ele escolhe-se os ''caminhos'' mais fáceis, se ele anda-se na linha como eu, talvez... hoje ele não estaria deitado numa caixa de madeira.
Será que nessa curta vida que levou, ele foi feliz? Pensando sozinho, eu acho minha resposta: Sim, ele foi feliz. Tudo o que ele sempre sonhou em ser e fazer, ele conseguiu. Uma pessoa de pensamento rápido, fazia tudo o que vinha a cabeça. Ele corria atrás de tudo aquilo que queria. E eu posso afirmar que ele não queria o normal, e sim o inesperado, o ousado. Ele viveu tudo aquilo que pode.
Agora, fazendo na minha cabeça, uma pequena comparação entre nós dois, da sua vida e da minha, eu me dou conta de que, apesar de estar com 55 anos, não vivi um dia sequer da minha vida. Sempre fui o cara certinho, respeitador das regras.... e isso deu certo para mim? Até aonde isso me levou? Talvez à uma mulher que, depois de 20 anos de casada,eu tenho certeza que não me ama mais ( nem eu à ela ), e um filho quase adulto, que para ser sincero, eu não me importo muito, ou me importava. Como eu deixei minha vida se resumir à isso...
Eu espero o término do velório. Vou para o ''estacionamento''. Entro no carro. Volto direto para casa. Ao abrir a porta de casa, vejo o vulto do meu filho indo para a cozinha. O sigo até lá. Ele está sentado comendo um sanduíche. Puxo uma cadeira, me sento e pergunto: ''Como está o ultimo ano do colégio guri?'' - ''Normal pai, chata como todos os outros. É só um lugar para se aprender.... só isso. Nunca nos divertiremos lá''. Tomo a palavra : ''eu tinha um amigo que concerteza , discordaria com isso''. Esboço um sorriso. Para, e então completo: ''Você me conhece e sabe que eu não sou de dar conselhos a não ser os que me pede, mas por favor, ouça esse e tire o máximo de proveito que puder : Viva sua vida garoto. Pense nas suas opções e nas escolhas.... nem sempre o caminho mais fácil é melhor que o da dor. Aproveite ao extremo filho, como se todo dia fosse o ultimo.... aproveite, tudo aquilo que seu velho não aproveitou''. A sala fica em silêncio. Um tom de reflexão está no ar, até que me levanto e com um expressão fechada digo: ''Bem, boa noite. Vou me deitar, pois amanhã... minha vida volta a sua pacata rotina''.

Fabricio Iori

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Darkness


Ritmo acelerado é o que sinto quando estamos próximos.
Isso me alegra, por mais que eu saiba que a cada fala sua, um pedaço de mim é jogado fora.

Uma falsa imagem criamos juntos.
Tudo porque não queremos mexer em nossas feridas
ou simplesmente porque não estamos prontos.

Nessas horas de reflexão que entendo...
Que quanto mais tentamos nos aproximar, mais na escuridão estamos;
Cada vez que tento fugir de seu olhar mais ele me aprisiona;
E toda vez que nego este desejo ele tende a se intensificar e ameaçar me destruir...

...e no fundo eu sei, que seu sorriso pode iluminar as trevas que me dominam.

Menezes, Matheus.
"Na ausência da luz, o que prevalece é a escuridão." ( Casa do Lago )